Bombinhas

Bombinhas

Fundação
Dia 15/03/1992

Gentílico
Bombinense

Área
35,923 km2

População
17.477 habitantes

Fonte: IBGE 2015.

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História

Povoada por indígenas e açorianos, a localidade de Bombinhas pertencia ao município de Porto Belo. Em 1967, passou a ser um distrito da cidade vizinha pela Lei Estadual n.º 1062/67, e foi então que surgiram as primeiras ideias sobre a sua emancipação. Em 1991, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou uma resolução que autorizava o plebiscito, realizado no dia 15 de março 1992, quando a emancipação foi aprovada por 1.454 cidadãos, contra 75 votos desfavoráveis. Sendo assim, em 30 de março de 1992 foi criado o Município de Bombinhas, após a emancipação política e desmembramento do Município de Porto Belo, através da Lei Estadual Nº 8.558, publicada no Diário Oficial do Estado Nº 14.414, de 1º de abril de 1992. Bombinhas ficou sendo então um dos menores municípios do Estado, tornando-se um ícone turístico do vasto e privilegiado litoral catarinense. Toda a península que compõe o município abriga lendas misteriosas, praias de areias brancas e águas de inigualável transparência, emolduradas por morros verdejantes. O principal atrativo turístico de Bombinhas é o seu patrimônio natural e também cultural. Cidade formada por uma rica diversidade biológica que se encontra distribuída na Floresta de Mata Atlântica, praias, rios, mangues, dunas, restingas, baías, enseadas, rochedos e ilhas oceânicas.

Comissão Emancipacionista: a comissão emancipacionista que trabalhou em prol da criação do município de Bombinhas foi formada por: Claudir Carlos Pinheiro, Manoel Marcílio dos Santos, Adauto Saturnino Januário, Iraci Spader, Aldori José de Melo, Leopoldo João Francisco Filho, Jonas da Silveira, Jaime Pedro Estevão, Rafael Luiz Pereira da Silva, Ademir José Gomes, Luiz Eduardo Teixeira, Aristides Manoel Tobias, Claudionor Carlos Pinheiro, Maurino José de Maria, Gil Maffei e Dauri Francisco de Souza.

Povoamento: muitas são as evidências de que os índios carijós pertencentes à nação tupi-guarani foram os primeiros a povoarem o litoral. As inscrições rupestres na região e os sítios arqueológicos (sambaquis) descobertos em algumas praias e terrenos de Igrejas em Bombinhas, como as de Zimbros e de Canto Grande, não deixam dúvidas. Infelizmente, escavações que nada tinham a ver com pesquisas arruinaram alguns destes tesouros. Sambaquis foram destruídos pela ação inconseqüente de moradores, projetos imobiliários, construções e aberturas de ruas para loteamento, comprometendo esse patrimônio histórico e arqueológico Os primeiros colonizadores a chegarem a Santa Catarina foram os espanhóis. No ano de 1527, Sebastião Caboto, a serviço do rei da Espanha, atracou na enseada de Zimbros, batizando-a de São Sebastião. Grande parte da tripulação decidiu ficar no Brasil, espalhando-se pelo litoral catarinense. Para comprovar a veracidade da terra descoberta, foram levados quatro nativos brasileiros para a Europa. O governo português, no intuito de garantir o domínio sobre a nova colônia, enviou uma expedição comandada por Manoel Gonçalves de Aguiar no ano de 1711, que aportou na Enseada das Garoupas (nome dado à região de Porto Belo). Já no período entre 1735 e 1756 foram enviados para cá cerca de 6.071 pessoas oriundas das Ilhas dos Açores. Fixando-se em todo o litoral catarinense, os novos moradores trouxeram suas práticas e cultura popular, das quais muitas ainda subsistem, como por exemplo, as técnicas de pesca, o carro de boi, a olaria de cerâmica utilitária e decorativa e a renda de bilro. A chegada do colonizador acarretou uma mudança de costumes, inclusive do modo de ocupação das terras em relação aos indígenas. A localização dos sítios arqueológicos, junto às praias, denota que os índios preferiam morar mais próximos do mar e que possivelmente, viviam da mandioca e da pesca. Os colonizadores ao contrário, preferiram fixar-se nos morros e dedicaram-se, sobretudo, à agricultura. O comércio era feito à base de troca de mercadorias, com muita dificuldade. Eram necessárias longas caminhadas por caminhos abertos precariamente pelos morros e tabuleiros, carregando pesados fardos sobre os ombros Os engenhos (farinha, café, açúcar) provavelmente foram adaptados pelos açorianos, pois os mesmos já utilizavam em sua terra natal engenhos de farinha de trigo. Acredita-se que o cultivo da mandioca é de influência indígena.

Bombinhas de 1900 a 1960: a comunidade caracterizava-se pela autosuficiência quase total pois plantava, pescava, fazia farinha, açúcar, café em pó e escalava o peixe para conservar. Produzia suas roupas, cestos, louças de barro, sabão e óleo (de peixe) para a iluminação. As mulheres trabalhavam com o barro para fabricar utensílios, como os fornos para torrar café e farinha, as panelas e louças em geral. Com o algodão faziam tecidos e roupas, utilizando teares e confeccionando renda e crivo. Dentre as atividades especificamente masculinas, destacavam-se a confecção de tipitis, balaios, samburás, etc. A pesca de subsistência era feita semanalmente e a pescaria com fins comerciais, tinha períodos definidos durante o ano. O peixe era escalado e vendido em arrobas, sendo transportado por embarcações. Por volta de 1940, a população passa a descer o morro para morar junto às praias. A agricultura entrou em declínio, muitos jovens membros das famílias de lavradores já não iam mais à roça e preparavam-se para a pesca. Dessa forma, para a comunidade tradicional, a terra perdeu seu valor. Não lhes interessava ter terras se não trabalhavam nelas e, assim, começaram a vendê-las por quantias insignificantes. Na década de 1950, a beleza e a abundância da pesca despertam a curiosidade de turistas, inicialmente oriundos dos municípios adjacentes e, posteriormente, vindos dos estados vizinhos.

A comunidade após 1960: após 1960 as transformações no modo de vida da população acentuaram-se ainda mais. A população desocupou o morro, passando ocupar a parte plana, a ela se adicionou uma população flutuante, na temporada de verão. A população foi aparentemente beneficiada pela melhoria das estradas de rodagem, pela disponibilidade de transportes coletivos, rede de água e eletricidade. A vinda dos primeiros veranistas prenunciava uma profunda transformação na localidade e uma rápida ocupação. Já na década de 70, verificou-se um marcante aumento populacional, devido ao crescimento do número de casas de praia dos veranistas. Esse afluxo de pessoas fez com que as terras fossem valorizadas, chamando a atenção dos especuladores, principalmente porque havia muitas sem escritura ou documentos de posse. Porém, nesta etapa, outras atividades complementaram a renda familiar. Os membros das antigas famílias de agricultores ou velhos pescadores aposentados passaram a ser empregados pelos veranistas durante todo o ano para cuidar de suas casas, fazendo serviços como capinar, limpar e vigiar.

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