Roteiro de Cicloturismo Rural de Itajaí

 

 

 

 

Primeiro Trecho

Itajaí começa com o rio. É a última cidade de sua margem direita, onde o rio se despede e deixa o seu nome: Itajaí-Açu.

Do idioma Guarani, “rio que corre sobre pedras”. Itajaí é assim: vizinha do rio e do Oceano Atlântico.

Aqui começa nosso circuito de Cicloturismo Rural, uma forma de lazer onde todos podem participar, permitindo ao ciclista conhecer mais desta bela cidade e dos campos do interior de Itajaí.

Cidade habituada a receber visitantes de culturas e lugares diferentes, de todos os costumes e de todos os gostos. Visitar Itajaí é encontrar uma parte da diversidade brasileira, quer nos traços açorianos, italianos ou germânicos que aqui edificaram suas marcas na arquitetura do sul do Brasil.

Damos inicio ao roteiro de frente para o Rio, na Baia Afonso Wippel, onde podemos destacar a via gastronômica do Município e a Associação Náutica de Itajaí.

Chegando ao final da Beira Rio, chegamos ao Centreventos Itajaí, palco da Maior Festa do Pescado e portuguesa do Brasil.

 

No trecho da Avenida Hercílio Luz passamos pelo Palácio Marcos Konder Ao lado da Casa da Cultura Dide Brandão, uma das edificações mais visitadas de Itajaí.

Construído e inaugurado na primeira metade da década de 1920, ali funcionou o centro administrativo da cidade.

Hoje abriga o Museu Histórico de Itajaí, cujo acervo exposto conta nossa história, seu estilo eclético realça o charme do centro da cidade.

Cruzamos a cidade até chegar a BR 101, onde vamos cruzar por baixo de um Viaduto e iniciar nosso segundo trecho.

Segundo trecho

Este trecho inicia no caminho da Itaipava, ainda é um roteiro urbano, em uma via calma e gostosa de percorrer.

No fim da via temos a possibilidade de parar no Museu Etno arqueológico da Itaipava.

A estação foi criada em 1926 e desativada em 1971, quando a estrada de ferro de Santa Catarina deixou de funcionar.

Em 1983 o prédio foi usado pela Prefeitura, como sede da secretaria de Agricultura e agora abrigará o Museu etno arqueológico de Itajaí.

Desde que foram localizados sítios arqueológicos nas imediações da sede do Museu, que indicam locais com vestígios de populações e culturas antigas, a Fundação Genésio Miranda Lins se comprometeu em pesquisar esse material e construir o Museu na Itaipava.

Esses sítios são patrimônios culturais que ajudam a entender melhor como viveram populações em épocas mais remotas.

Por isso, duas temáticas serão abordadas no Museu: a etnografia local, destacando a cultura da imigração européia na região, e a arqueologia dos povos indígenas, através do estudo de sambaqui.

 

Cruzando a BR 486 seguimos pela rua Germano Luiz Vieira, observando a saída de caminhões do porto Seco.

A Comunidade do Km 12 é uma das mais antigas comunidades e recebeu este Nome por distanciar-se a exatamente 12 km da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, centro de Itajaí, a comunidade tem a principal fonte de renda o cultivo de Arroz e Maracujá.

Neste ponto existem mercadinhos, padaria e bares podendo abastecer o ciclista.

 

Terceiro Trecho

Trecho que mistura as belezas antigas e modernas, passar pelo Arraial dos Cunha , local onde morou o coronel João Antônio da Cunha vindo de Portugal, em terras doadas por Dom Pedro III, em 1532.

Belos campos de Arroz e pastagens embelezam o lugar, Acabamos o trajeto no Brilhante, local cheio de mistérios, onde Nato Gastaldi avistou uma luz muito forte e Brilhante, ao mergulhar no Rio Itajaí – Mirim.

Localidade Grandiosa, foi dividida em Brilhante I e II.

Quarto trecho

O trecho que tem a maior perna de pedal inicia agora, o Campeche.

Esta comunidade já teve o nome de Morreti, mas em Homenagem a uma grande árvore chamada Campeche existente no local empregada em tinturaria, conhecida também como Pau-Campeche moradores passaram a chamar a Comunidade de Campeche. Os primeiros moradores a habitarem esta comunidade foram da Família Quintino, por volta de 1860.

O final do trecho é chegando na comunidade de São Roque, que também já teve o nome de Toca da Onça, e passou a ser chamada de São Roque após ser contruida a Igreja que tem como padroeiro o São Roque.

Esta comunidade interliga os municípios de Ilhota e Itajaí e já foi o maior produtor e exportador de Gengibre, e hoje tem destaque na produção de feijão, horticultura e milho, além de produtos derivados do leite.

 

Quinto trecho

 

Os últimos quilômetros são os mais agitados, o trânsito é intenso na Avenida Mario Uriate, local de tráfego de caminhões carregados com containers.

Vamos passar do bairro Cordeiros para o São Vicente, cruzando a Estefano José Vanolli, e pegando a Avenida Gov. Adolfo Konder.

A ciclofaixa inicia na rua Carolina Vailatti no bairro São João, rua Gaspar e João gaya no bairro Vila Operária e Alm Barroso no centro finalizando junto a rua Tijucas de onde vemos nosso objetivo, a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, que foi inaugurada em 1955.

Finalizamos assim 60 quilômetros que contam um pouco da história de Itajaí e seus antepassados, e que refletem um futuro melhor e sustentável.

Wagner Gugel Neves
Gerente Administrativo Secretaria de Turismo de Itajai – Sc
47 3348 1080 / 47 8451 4113 / 47 9625 5319 /48 8807 6852

wagnerneves@itajai.sc.gov.br

Os comentários estão encerrados.